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ANL publica o estudo “Essencialidade das Análises Clínicas e da Anatomia Patológica no Contexto das Principais Patologias em Portugal
A Associação Nacional de Laboratórios Clínicos (ANLC) publica o estudo “Essencialidade das Análises Clínicas e da Anatomia Patológica no Contexto das Principais Patologias em Portugal".
 
Num país em que as doenças cardiovasculares, oncológicas, respiratórias e metabólicas representam mais de 60% da mortalidade, e em que 42% da população vive com pelo menos uma doença crónica, os meios laboratoriais assumem uma função central na prevenção, no diagnóstico precoce, na estratificação terapêutica e na monitorização clínica. Este parecer demonstra que 70% a 80% das decisões médicas dependem diretamente de resultados laboratoriais, e que a totalidade do diagnóstico oncológico assenta na intervenção da anatomia patológica.
 
O estudo evidencia ainda a dimensão assistencial da rede convencionada, responsável por cerca de 101 milhões de exames anuais, 14 milhões de utentes atendidos, 3.300 pontos de acesso e 8.287 profissionais, constituindo a maior infraestrutura prestadora de cuidados de saúde em Portugal. A integração estrutural desta rede no SNS é inequívoca: mais de metade dos exames realizados são prescritos no âmbito do regime convencionado.
 
Paralelamente, o documento apresenta uma análise exaustiva da política de financiamento dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica, demonstrando que os preços dos atos convencionados se mantêm congelados há mais de uma década — com reduções administrativas pelo meio — apesar do aumento acumulado dos custos laborais, inflacionistas, tecnológicos e de acreditação. O estudo confirma, com base na investigação recente do ISEG, que o efeito preço é negativo desde 2015, sendo o crescimento da despesa exclusivamente explicado pelo aumento da procura resultante do envelhecimento e da cronicidade.
 
Ao publicar este parecer, a ANLC procura contribuir para o debate público e para a formulação de políticas de saúde baseadas em evidência, sublinhando a necessidade urgente de valorizar uma área que representa menos de 5% da despesa total em saúde, mas suporta a esmagadora maioria das decisões clínicas. A sustentabilidade da rede laboratorial não é apenas um tema económico: é um imperativo de saúde pública, essencial para a prevenção, para o diagnóstico atempado e para a equidade no acesso aos cuidados.
 
O documento integral pode ser consultado aqui.



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